Ultimamente tem sido comum eu dizer que nunca me senti tão sozinho como me sinto agora. Jamais pensei que, aos 32, ainda estaria sussurrando o que falava pra mim mesmo aos 16 pra tentar me consolar: "cercado por muitos, mas sintonizado em ninguém".
Vi um reels, há uns dias, onde o mano dizia: “a solidão voltou... E voltou pior do que me lembrava. Não entendo. Estou fazendo tudo certo... Sei que estou e é visível. Então por que sinto esse vazio interior?”.
(Link do reels: https://www.instagram.com/p/Cx-ml-xRbJL/)
Se tornou impossível estabelecer conexão genuína com alguém, pelo menos prum doido varrido tipo yo. Seja um conhecido ou recém-chegado. Parece que tudo está virando uma mentira maior e maior e maior e, não adianta tentar "mudar" algo, pois, além de eu ser invisível, a verdade que trago comigo é ofensiva.
Mais uma vez vivo aquele momento que esfrega na minha cara o quão exilado estou.
De novo estou cercado de "gente nada a ver com a gente" e permaneço na retaguarda, porque quem vira as costas pro perigo aceita, de forma passiva, o ataque.
Novamente tanto potencial pra ser explorado... Tantos sonhos pra saírem da imaginação... Tantos sentimentos pra serem ditos... E eu aqui... Sozinho, rodeado de hienas e buscando a solidão como o ultimato da salvação.
Enfim, é apenas um desabafo. E não... Não tenho tendência suicida, apesar de serem bastante melancólicas (porém verdadeiras) minhas palavras, haha. Falo, divago, tagarelo, etc., pois é um jeito de externalizar e ouvir a mim mesmo.
É assim que buscamos soluções pros nossos problemas: falando sobre eles. Ninguém nunca te contou isso? Experimente.
Bom, que os Deuses não me deixem passar por essa vida e construir uma história sem saber o que é o amor e a lealdade. Meus passos são trilhados transbordando rimas demais pra que eu não me torne uma bela e inesquecível poesia.
S. O. S. a todas as Estrelas!
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Texto e foto por Dan DellaMorta
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